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O que é a insulina? Qual a sua função?

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A insulina é um hormônio de extrema importância para o organismo, sua principal função é regular o metabolismo da glicose pelos tecidos do corpo, tornando possível e aumentando a velocidade do transporte da glicose para dentro das células, que lá serão transformadas em energia para o corpo.

A insulina é produzida pelo pâncreas e por ter essa função de levar a glicose até as células, ela consequentemente possui também a função de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Quando isso não acontece, tanto pela incapacidade do pâncreas produzir insulina, quanto pela falha do funcionamento do hormônio em organismos que apresentam resistência à insulina, os níveis de açúcar no sangue sobrem, caracterizando doenças como a diabetes.

Como hormônio, a insulina tem a função de acelerar ou diminuir processos no corpo e nosso organismo funciona bem quando todos esses hormônios estão trabalhando em harmonia.

Quais são os exames para descobrir os níveis de insulina no sangue?

Os exames pedidos para descobrir os níveis de insulina no sangue são a curva glicêmica e a glicemia de jejum e, nesse sentido, é descoberta a quantidade de insulina basal.

Curva glicêmica: Exame que mede a velocidade com que o corpo do paciente consegue absorver a glicose após a sua ingestão. Ele é feito de maneira que o paciente ingere 75g de glicose e após duas horas são medidas as quantidades da substância no sangue.

Valores considerados normais:

  • Em jejum: abaixo de 100mg/dl
  • Após 2 horas: 140mg/dl

Glicemia de jejum

Exame que mede o nível de açúcar no sangue do paciente naquele momento, podendo ser utilizado para monitorar o tratamento de diabetes. Os valores considerados normais se encontram entre 65 e 99 miligramas de glicose por decilitro de sangue (mg/dL).

Quando o exame é pedido?

Um exame que meça os níveis de insulina é pedido normalmente quando existem casos de hipoglicemia, ou hiperglicemia, ou quando o paciente apresenta sintomas agudos os crônicos que podem sinalizar para níveis baixos ou altos de glicose no sangue.

Insulina diabetes

Esses sintomas podem ser, aumento da fome, palpitações, tonturas, visão embaçada, sudorese, confusão, desmaios e até mesmo convulsões, em casos mais graves. Nesse sentido, os níveis baixos de insulina podem ser verificados com a presença de doenças como diabetes, doenças pancreáticas como pancreatite crônica, fibrose cística e câncer de pâncreas.

Tipos de insulina

Existem quatro tipos de insulina que podem ser encontradas para compra. Esses quatro tipos diferem principalmente em relação a velocidade de ação e com o tempo em que permanecem ativos no organismo. Sendo assim, os tipos de insulina são:

  • Insulina de ação rápida
  • Insulina de curta duração
  • Insulina de ação intermediária
  • Insulina de ação prolongada

O uso de cada tipo de insulina depende das necessidades do paciente, existindo ainda tipos de insulina injetável mistas, que são uma mistura de dois tipos de insulina.A insulina injetável é administrada por via subcutânea, com agulhas descartáveis.

Outro tipo de insulina disponível, é a caneta de insulina, que é uma maneira mais prática de aplicação do hormônio, uma vez que já vem com cartuchos descartáveis com doses especificadas de insulina.

Outras opção são o injetor de jatos de insulina, que funciona como um pulverizador de insulina dentro da pele e a bomba de insulina, que pode ser utilizada de forma contínua.

Como aplicar insulina

A aplicação da insulina pode ser um problema para aqueles que estão começando a lidar com essa rotina, mas não existem muitos mistérios acerca dela e com o tempo, os pacientes se acostumam e a aplicação é bastante facilitada. E uma das melhores notícias quanto a aplicação de insulina é que a injeção causa pouco desconforto.

Sendo assim, a insulina deverá ser aplicada diretamente no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele, onde fica a camada de células de gordura do corpo. Os músculos não devem ser atingidos, sendo assim, as agulhas utilizadas devem ter entre 4 e 8 milímetros.

Quanto ao ângulo da aplicação, ele pode variar de acordo com a quantidade de gordura da área de aplicação. Nesse sentido, a agulha deve ser curta, respeitando o máximo de 8 milímetros e o ângulo utilizado deve ser de 45° em relação a pele, não de 90° (reto).

A chamada “prega da pele” pode ser feita para evitar que a agulha atinja os músculos, onde o paciente faz como se fosse um “beliscão” na pele e aplica a injeção. Isso é interessante uma vez que caso a insulina atinja o músculo, ela será absorvida mais rapidamente, causando hipoglicemia. Dessa maneira, é preferível usar agulhas mais curtas e finas.

A escolha das agulhas, porém, pode variar de acordo com o paciente, no caso de serem crianças, adultos ou gestantes.

Crianças e adolescentes: Recomenda-se usar em crianças e adolescentes agulhas entre 4 a 6 milímetros, não sendo necessária a utilização de agulhas mais longas. Em crianças e adolescentes mais magros, ou em regiões mais magras, a aplicação pode ser feita com a ajuda de uma prega cutânea, ou com um ângulo de 45º, principalmente com agulhas entre 5 e 6mm.

A agulha de 4mm é considerada a ideal para a maioria das crianças e a aplicação pode ser feita com o ângulo de 90º sem a prega cutânea. Se apenas uma agulha de 8 mm estiver disponível, você deverá fazer a prega cutânea e também inserir a agulha em ângulo de 45º.

Adultos: Para adultos, as agulhas curtas entre 4 e 6mm também são as ideais, tanto para adultos obesos, quanto para adultos magros e nesses casos não costuma ser necessária a prega cutânea, a menos que o adulto seja muito magro.

Normalmente, quando são usadas essas agulhas curtas, as aplicações podem ser feitas em um ângulo de 90º.

Não são recomendadas agulhas mais longas do que as de 8 mm.

Gestantes: São recomendadas para as gestantes as agulhas curtas entre 4 e 6mm e quando apenas uma agulha de 8mm estiver disponível, é recomendável que a aplicação não seja feita no abdome e que as aplicações sejam feitas com prega cutânea, em um ângulo de 45º.

Ainda que a agulha seja pequena, para as grávidas é interessante que as aplicações em todos os locais sejam feitas com pregas cutâneas e para evitar complicações é bom que a gestante não faça aplicações na região abdominal. As regiões mais indicadas para as gestantes são as nádegas.

Em geral, quais os melhores locais para a aplicação de insulina?

  • Região da cintura
  • Glúteo (parte superior e lateral das nádegas)
  • Coxa (frente e lateral externa)
  • Abdome (barriga)
  • Braço (parte posterior do terço superior)

Perguntas e Respostas

De que é feita a insulina?

Primeiramente a insulina era feita através de células animais, mas hoje em dia ela é fabricada em laboratório, onde a usando uma sequência de aminoácidos das bactérias E Coli, consegue-se fabricar o DNA da proteína que irá fabricar a insulina.

Sendo assim, as bactérias que estarão com esse novo DNA irão se multiplicar em tanques especiais e células serão retiradas dessas bactérias, onde serão extraídas as cadeias de insulina desse DNA.

Na última fase a insulina retirada das células passa por testes de contaminação bacteriana e se esta não existir, ela estará pronta para ser comercializada.

A insulina pode fazer mal?

Não. As aplicações de insulina serão determinadas e monitoradas por um médico responsável pelo caso de cada paciente, nesse sentido, a quantidade de insulina colocada no organismo do paciente será aquela necessária para que o organismo esteja equilibrado e consiga manter-se saudável, com níveis normais de insulina dentro dele.

Nesse sentido, aplicar insulina corretamente nunca significará um quadro de hiperglicemia, ou hipoglicemia, uma vez que o tratamento com a aplicação existe justamente para deixar os níveis de insulina normais.

Muito se fala sobre a possibilidade de dependência química da insulina, mas esse é mais um mito, uma vez que a insulina é um hormônio importante para o organismo e nesse caso não há dependência química, mas apenas as necessidades comuns do corpo humano. Ainda que um paciente precise constantemente da insulina, essa é uma questão de manter o bom funcionamento do corpo e não de vício em alguma substância.

Quanto custa a insulina?

O custo médio da insulina está entre R$55,00 e R$65,00, variando em relação ao tipo de insulina e a empresa fabricante. Porém, é importante lembrar que o SUS e os diversos postos médicos do governo fornecem esse medicamento gratuitamente e não é difícil encontra-los disponíveis.

Para concluir, podemos perceber que a insulina é um hormônio muito importante para o funcionamento correto de nosso organismo. Nesse sentido, é importante estar atento aos sintomas e caso haja uma desconfiança em relação a insulina, procure um médico e peça por exames.

De qualquer maneira, é interessante ainda que qualquer pessoa, ainda que aparentemente em boa saúde, faça exames gerais pelo menos uma vez ao ano, para ter certeza de que tudo está funcionando muito bem em seu corpo, prevenindo o aparecimento de doenças ou até mesmo conseguindo agilizar o tratamento de alguma doença que estava agindo de forma silenciosa no corpo.

Manter-se saudável é essencial para uma boa qualidade de vida e estar atento a sua saúde é o melhor caminho para uma vida plena.


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